
Não, Guilherme Boulos não foi preso. Ele foi detido por algumas horas em 2018 enquanto estava na linha de frente defendendo famílias que foram ilegalmente despejadas de suas casas no terreno do Pinheirinho, em São José dos Campos. Essas famílias tinham o direito de permanecer na área, garantido por decisões judiciais, mas foram cruelmente expulsas em uma ação violenta. Homens, mulheres trabalhadoras, crianças e idosos foram jogados nas ruas, vendo suas casas serem destruídas, seus sonhos despedaçados de forma injusta e ilegal.
Nesse contexto, Boulos, sempre comprometido com a luta das populações mais vulneráveis, foi chamado para apoiar as famílias e agiu imediatamente. Fez tudo o que estava ao seu alcance para defender o direito à moradia, um direito básico garantido pela Constituição. Durante essa ação, Boulos foi vítima da brutalidade policial, tendo spray de pimenta jogado diretamente em seus olhos. Mesmo assim, ele foi levado à delegacia, onde prestou depoimento, assinou os termos da ocorrência e foi liberado em poucas horas. Ele não foi preso.
Agora, sabe quem realmente foi preso e ainda cumpre pena? Naji Nahas, um dos maiores doleiros do Brasil, conhecido por seu envolvimento em escândalos financeiros, incluindo o colapso da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, que resultou em perdas milionárias. Curiosamente, Naji Nahas é o dono do terreno abandonado no Pinheirinho, onde ocorreu essa tragédia social. Enquanto os verdadeiros criminosos, como Nahas, lucram com a especulação e permanecem impunes por tanto tempo, quem luta por justiça social, como Boulos, é atacado injustamente.
A verdade é que Boulos foi detido por defender o direito das famílias mais pobres, não por cometer qualquer crime.